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Satélites para aplicações IoT em ambientes adversos

Conheça o potencial dos satélites de órbita terrestre baixa (LEO) para aplicações IoT com a TagoIO. Veja como a tecnologia de satélite pode melhorar a conectividade e a coleta de dados.

TagoIO Team ·
Satélites para aplicações IoT em ambientes adversos

À medida que o mundo fica cada vez mais conectado, cresce a necessidade de formas eficientes e confiáveis de coletar e transmitir dados. Uma solução promissora é usar satélites de órbita terrestre baixa para aplicações IoT (Internet das Coisas). Essa tecnologia tem o potencial de oferecer coleta e transmissão de dados em tempo real e com bom custo-benefício para diversos setores e organizações. Este post vai explorar o potencial do uso de satélites de órbita terrestre baixa em aplicações IoT, discutindo as vantagens dessa tecnologia e sua viabilidade para uma adoção em larga escala.

O que são satélites de órbita terrestre baixa (LEO)?

Satélites de órbita terrestre baixa, conhecidos como LEOs, são pequenos sistemas de satélite que empresas ou entidades podem usar para ampliar o alcance de suas aplicações e serviços IoT. Os LEOs orbitam a Terra a uma altitude bem menor do que os satélites geoestacionários tradicionais (normalmente em uma altitude de 2.000 km [1.200 mi] ou menos), permitindo soluções IoT com cobertura global e evitando problemas de latência. Como os LEOs viabilizam custos mais baixos, comunicações com menor latência e maior capacidade de cobertura, esses sistemas de satélite voltados para IoT estão ficando cada vez mais populares entre empresas do mundo todo.

Há várias startups, além de empresas já consolidadas, lançando cada vez mais LEOs:

Satélite Swarm

Dimensões do satélite Swarm: ¼U (11 x 11 x 2,8 cm).

Os benefícios de usar LEOs para IoT

Uma grande vantagem da IoT é reunir e enviar dados de diversos recursos e aplicações. Mas encontrar um método confiável de transmissão de dados pode ser difícil, ou caro demais, em aplicações localizadas em ambientes adversos como agricultura ou rastreamento. Os satélites de órbita terrestre baixa podem ser uma solução viável e de baixo custo para essas aplicações em locais complicados.

Satélites de órbita terrestre baixa, como o satélite IoT da Myriota, levam conectividade IoT para o mundo todo por uma fração do custo e do tempo associados às formas tradicionais de comunicação. Esses satélites permitem que aplicações IoT se comuniquem a longas distâncias usando o mínimo de energia. Isso faz deles uma ferramenta valiosa para implantações IoT globais em diversos ambientes, de locais industriais remotos a aplicações em pleno oceano. O valor dos satélites IoT é enorme, já que eles oferecem cobertura global confiável e quase onipresente para aplicações IoT por uma fração do custo dos links de comunicação tradicionais.

Como começar a usar LEOs para IoT

Os satélites de órbita terrestre baixa são uma escolha ideal para empresas que buscam uma forma eficiente e econômica de aproveitar todos os benefícios da IoT. Algumas empresas oferecem conectividade via satélite bem simples, barata e fácil de começar a usar.

Por exemplo, a Swarm oferece módulos e kits de satélite prontos para serem enviados a quem quer coletar dados de praticamente qualquer lugar do mundo. Com o hardware em mãos, você só precisa criar uma conta e pagar pela conectividade. A Swarm oferece uma forma simples de comprar planos anuais por US$ 60, permitindo receber 750 mensagens de cada dispositivo por mês. O plano também inclui o envio de 60 mensagens para cada dispositivo por mês. Cada mensagem de uplink pode conter até 192 bytes por pacote.

A Myriota, a Astrocast e outros provedores de satélite oferecem soluções parecidas que também valem a análise.

Com esses provedores, você pode enviar todos os dados gerenciados pelo satélite para o seu banco de dados ou aplicação IoT. Usando a plataforma IoT da TagoIO, por exemplo, você pode facilmente encaminhar os dados para a sua conta e criar visualizações, relatórios, alertas, análises e gerenciamento de usuários.

Ferramentas de desenvolvimento da Myriota para LEOs

Myriota Developer Starter Pack (Fonte: Myriota)

Estudos de caso de empresas usando LEOs para IoT

Mesmo que esses satélites sejam uma tecnologia relativamente nova, muitos estudos de caso e casos de uso já começaram a mostrar sua utilidade e importância, principalmente em áreas onde a tecnologia de comunicação convencional não chega, ou seria cara demais.

Em parceria com o Department for Environment and Water do Sul da Austrália, a Myriota trabalhou recentemente em um estudo de caso para melhorar o monitoramento e a gestão de poços de água subterrânea. O projeto foi possível graças aos LEOs, já que os poços às vezes ficam em áreas remotas.

A GREATECH usou a tecnologia da Swarm para evitar danos catastróficos por enchentes na Europa. O projeto, que ofereceu soluções acessíveis de alerta de enchentes por meio de LEOs, ajudou a salvar muitas vidas que poderiam ter sido perdidas.

Os exemplos anteriores são só algumas das possibilidades abertas pelos LEOs; há inúmeras outras. Além disso, o futuro reserva ainda mais potencial conforme os custos de conectividade continuam caindo e mais satélites são lançados.

O futuro dos LEOs e da IoT

Com a tendência da IoT se espalhando, esses satélites são mais necessários do que nunca, já que enormes fluxos de dados precisam de canais de transmissão confiáveis que vão além da capacidade das redes terrestres existentes. Como mencionamos, muitas empresas já começaram a investir em LEOs. A Union of Concerned Scientists chegou a afirmar que pelo menos 4.700 LEOs estão atualmente orbitando a Terra, e o número desses satélites pode chegar a 100.000 até 2030, ampliando o acesso e a disponibilidade em áreas remotas.

O futuro dos LEOs e da IoT é empolgante, e nós da TagoIO estamos animados para ajudar mais clientes a aproveitarem essa tecnologia, oferecendo uma plataforma capaz de processar os dados enviados pelos satélites e gerar visualização e automação com esses dados.

A TagoIO já oferece integração fácil com LEOs, incluindo um guia passo a passo para conectar com o portal da Myriota em nossa comunidade.